A TLD acompanha de perto as mudanças anunciadas para o ecossistema do WhatsApp e, nos próximos meses, uma delas merece atenção imediata de qualquer operação que use o canal como peça central de atendimento, vendas, cobrança, notificações e automação. O WhatsApp está caminhando para suportar nomes de usuário (usernames), o que permite que pessoas conversem com empresas sem necessariamente expor o número de telefone; na prática, isso aumenta privacidade e tende a reduzir abordagens indesejadas, inclusive com camadas adicionais de proteção para contatos iniciados por username.

Para empresas na WhatsApp Business Platform, o ponto mais sensível é técnico e operacional: quando o usuário adota username, o telefone pode deixar de aparecer nos webhooks e a identificação passa a vir por um novo identificador, o Business-Scoped User ID (BSUID), que precisa ser tratado como chave nos sistemas (CRM, atendimento, bots, analytics, integrações, histórico e rastreabilidade). A sinalização do ecossistema já aponta que, a partir de junho de 2026, o BSUID passa a ser necessário para manter compatibilidade em cenários em que o número não venha mais nos payloads.

 

“Na TLD com nossos parceiros, a gente está tratando essa mudança como ela merece: projeto de continuidade operacional. Isso significa garantir suporte nativo ao BSUID, atualizar webhooks e modelos de eventos, manter compatibilidade com fluxos híbridos (username + telefone quando existir), ajustar automações, bots e IA para preservar contexto, e criar caminhos corretos de coleta e consentimento quando o número for necessário para alguma etapa específica”

Erick Ferreira

 

Esse posicionamento é ainda mais importante no Brasil porque o WhatsApp também virou canal de serviço público e comunicação governamental. Há evidências de adoção no nível Municipal, Estadual, e, no nível federal, o próprio Governo do Brasil mantém canal oficial no WhatsApp — que já alcançou milhões de inscritos — e ministérios usam o app para orientar a população e divulgar informações confiáveis.  Em outras palavras: quando a identidade do WhatsApp muda, não muda só a jornada de compra; mudam também jornadas de orientação, prevenção, campanhas e atendimento ao cidadão — e isso aumenta a exigência de governança, rastreabilidade e confiabilidade em qualquer operação que converse com público em escala.

 

Por isso, a recomendação da TLD para qualquer empresa que dependa do WhatsApp é objetiva: não trate essa mudança como “ajuste fino”. Trate como transição de identidade. Se sua operação ainda está ancorada em “telefone = cliente” em todos os pontos, o risco é real de quebra de roteamento, perda de histórico, falhas de reconhecimento em bots/IA e inconsistências de mensuração quando começarem a chegar conversas em que o número não está disponível. O caminho seguro é evoluir o modelo de dados para suportar o BSUID, revisar integrações que dependem de telefone, e manter uma estratégia híbrida (username + telefone quando existir) para preservar continuidade e governança.

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